SENTES FALTA DO PRESENTE?

24/07/2020
música
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Curadoria:
Gonçalo F. Cardoso
musicamaat

SENTES FALTA DO PRESENTE?

Sente falta do presente? Acredita em tudo o que lhe contaram? Alguma vez se perguntou, "E se…?" Será tudo assim tão simples? A quarta e última noite com curadoria da Discrepant para o maat Mode 2020 levanta mais questões às quais quer dar resposta. Partindo da ideia de cultura pop como conceito amplamente maleável, o tema desta noite propõe a completa reescrita do presente a partir de um passado totalmente disfuncional. O sonho e o surrealismo desempenham um papel preponderante nos trabalhos desta noite e o ciclo encerra com duas performances muito especiais de artistas que, de algumas décadas a esta parte, subvertem discretamente o statu quo, juntos e a solo, cada um com a sua própria abordagem à cultura (im)popular.

People Like Us
A artista britânica Vicki Bennett desenvolve o seu trabalho na área da colagem audiovisual desde 1991 e é reconhecidamente uma influente pioneira na área ainda em crescimento da samplagem, apropriação e montagem de imagens e material de arquivo (found footage). Sob o alter-ego People Like Us, Bennett tem-se especializado na manipulação e recriação de registos originais do universo experimental e popular da música, do cinema e da rádio. O seu mais recente trabalho, The Mirror, agora apresentado, é uma performance audiovisual ao vivo que faz a junção entre fragmentos de filmes e música sample-based original, explorando as máscaras que usamos através de uma lente muito própria. Há narrativas paralelas que atravessam o ecrã para retratar, não um ser, narrativa ou momento fixo ou particular, mas um fluxo em constante mudança.

«Com The Mirror, Bennett deu provas de ser uma alquimista da música popular, capaz de levar o seu material de referência a novos e cativantes lugares.» – The Wire

POREST
Porest é o escape musical e performativo do artista e produtor norte-americano Mark Gergis, que há décadas vem criando um percurso desconcertante de arte sonora agitprop, hate-pop pós-globalização, dramas radiofónicos diabólicos, grandes e pequenas canções. Com a sua flagrante apropriação da sintaxe humana e dos equívocos culturais, Porest inunda todos os domínios de atuação com mensagens âmbiguas vitais, forjando realidades cuidadosamente reordenadas que a um tempo evitam e se entregam ao aparato próprio da arte radical e da política. As atuações ao vivo reúnem a música, a performance e o som de Porest numa soberba soma de todas as partes absolutamente incontornável. Atualmente, mantém colaborações com Negativland, Alan Bishop / Sun City Girls e Aavikko, entre outros.