CONSERVAÇÃO PERTURBADORA

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    conversasmaat
    © Stuart Rankin

    Conservação Perturbadora: Remapear a AMP das Avencas
    Dani Admiss e Gillian Russell

    No que diz respeito à conservação ecológica, as áreas marítimas protegidas (AMP) são legalmente designadas de habitats, planeados para regularem um território de marés para a conservação a longo prazo da natureza. Protegem a vida selvagem ao mesmo tempo que estão misturados com assuntos relacionados com a hierarquia das espécies, conflitos com a aquacultura, infraestrutura, governação, etc. As decisões tomadas sobre a gestão e proteção de ambientes marinhos não são elas mesmas atos neutrais, mas estão vinculadas a valores societais e sistemas socioculturais e económicos alargados.

    Conservação Perturbadora: Remapear a AMP das Avencas é um mapa colaborativo e com diferentes escalas da Área Marítima Protegida das Avencas, na Parede, Cascais, distrito de Lisboa. Este mapa reimagina as AMP neste sentido expandido, não só como locais físicos para a recuperação ecológica, mas também como objeto de um desafio social. O projeto reúne um grupo de investigação multidisciplinar para remapear as Avencas. Os procedimentos jurídicos, as leituras LiDAR (Light Detection And Ranging) e as redes de comida queer tornam-se na base de um inquérito cultural que resulta num simpósio público e numa exposição cartográfica. Focada em trazer a lume as silenciosas preocupações mundanas do local, Conservação Perturbadora procura articular as preocupações ausentes e as complexidades entrecruzadas que fazem o espaço contemporâneo das Avencas, de maneira a que possamos cuidar melhor de uma AMP.

    Dani Admiss e Gillian Russell são designers feministas de tecnociência, curadoras e investigadoras.