REVERSE STRANGENESS

10/09/2020
17/10/2020
21/11/2020
conversas
[mode]
[maat #]
Curadoria:
Susana Ventura
Datas:
10/09, 17/10, 21/11/2020
Samuel Bravo A Very Light Structure
Samuel Bravo, A Very Light Structure (Chiloe Big Island, Los Lagos, Chile), 2015 – 2017.

Reverse Strangeness
Conversas públicas partilhadas e uma série de podcasts


Reverse Strangeness (in architecture) é uma série de conversas partilhadas que pretende transformar o espaço do museu num espaço de leitura, projeção, reflexão e discussão, acolhendo e convidando o público a participar e partilhar ideias e pensamentos sobre problemáticas contemporâneas que ainda causam estranheza no seio do discurso arquitetónico normativo. Profissionais que desenvolvem discursos interdisciplinares, incluindo arquitetos, artistas, filósofos, antropólogos, sociólogos, entre outros, são convidados a debater temas concretos com o público e incentivados a partilhar imagens, excertos de filmes, leituras ficcionais, etc., que são simultaneamente registados e exibidos através de um software de notação digital em tempo real (performance renderizada por computador).

A série inicia-se com “Práticas Espaciais de Hospitalidade”, que se centra no modo como as relações entre ética poder e espaço (reivindicando também a condição política da arquitetura) contribuem para a criação de espaços inclusivos dentro de fronteiras e limites instáveis ou sob a ameaça da ruína e da guerra — nomeadamente campos de refugiados e áreas bombardeadas (enquanto espaços de hospitalidade).

Segue-se “Destruição, Demolição e Impermanência”, que se debruça sobre a vulnerabilidade e volatilidade dos habitats do homem e visa debater e compreender de que modo responde a arquitetura a paisagens extremas que se alteram drasticamente quando sujeitas a condições climatéricas severas e à escassez de recursos, paisagens inscritas em fronteiras instáveis e paisagens “intactas” habitadas por comunidades nativas que poderão fornecer informações importantes para a era futura.

A terminar a série, “O Corpo Faz a Casa” mapeia as novas expressões e estatutos do corpo que começam a emergir e desafiam as convenções arquitetónicas: o corpo como um espaço de guerrilha. O corpo arquitetónico contemporâneo é um corpo coletivo, queer, feminista, disruptivo, subjetivo, performativo, altamente tecnológico, descolonizado e marginalizado — um corpo múltiplo que define criticamente o espaço em vez de se limitar a nele habitar.