Em resposta à afirmação provocadora do artista Maurizio Cattelan – “I treat exhibitions like funerals: silent, awkward, and full of flowers” –, o Teatro Praga desafia o público a assistir a visitas-performance na exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP.
Neste novo formato, impera a liberdade criativa na mediação, num tom celebratório de festa e de prazer, com a mediação dos criadores e atores Cláudia Jardim e Diogo Bento. A partir de obras de artistas como Adriana Proganó e Ana Jotta, entre outras, o momento será de jogo e de diversão, onde fichas técnicas podem ser alteradas em prol da criação e onde as regras se podem virar do avesso.
*TRATAMOS AS EXPOSIÇÕES COMO SE FOSSEM FESTAS: BARULHENTAS, PROVOCADORAS E IMPOSSÍVEIS DE IGNORAR!
Informação útil
Datas: 28/06, 19/07, 27/09 e 25/10
Horário: 17.00–18.00
Duração: 60 min.
Local: MAAT Central
Lotação: máx. 28 participantes por sessão
Idioma: Português
Idades: 12+
Público-alvo: adultos, público não especializado
Ponto de encontro: bilheteira do MAAT Central
Preço: 15€ | 25% desconto MAAT Friends e estudantes (mediante apresentação de cartão)
O bilhete para este programa permite o acesso às exposições do museu.
Trabalhou na Companhia de Teatro Sensurround, em encenações de Lúcia Sigalho, e no Teatro da Cornucópia, em encenações de Luís Miguel Cintra e de Ricardo Aibéo. É codiretora artística do Teatro Praga, desenvolvendo aí o seu trabalho como criadora e intérprete. Além disso, tem estabelecido parcerias criativas com Patrícia Portela, Cão Solteiro e Plataforma 285. Destaca ainda a tradução de Quarteto, de Heiner Müller, e diversos workshops dirigidos no Teatro Viriato, no Fórum Dança, CNB, Escola Dança e Arte, na cidade da Praia em Cabo Verde, bem como com associações como A Avó Veio Trabalhar, Universidade Terceira Idade da Junta de Freguesia da Misericórdia, Mais Skillz, entre outras. Colabora regularmente com os artistas plásticos Vasco Araújo, Javier Nuñez Gasco e João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, com quem apresentou Palhaço Rico Fode Palhaço Pobre. Integrou o elenco do filme de João Pedro Rodrigues intitulado Fogo fátuo, de 2022. Publicou O diário de William Shakespeare, em 2023, com Diogo Bento, Sara & André e Sara Mealha. Apresentou espetáculos em Portugal, Espanha, França, Itália, Brasil, Turquia, Macau e Cabo Verde.
Licenciado em Estudos Portugueses, pela FCSH/ UNL. Concluiu Teatro – Formação de Atores na ESTC/ IPL. Realizou duas pós-graduações, uma em estética e outra em formação educacional, ambas na FCSH/UNL. Estudou nas faculdades Paris 3, Paris 4 e Paris 8. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura. Tem exercido funções como professor de teatro e artes performativas na Escola Superior de Teatro e Cinema e de práticas teatrais na Escola Superior de Dança, no Instituto Politécnico de Lisboa.
Em teatro, trabalhou com Luís Castro, Eduardo Barreto, Jean-Paul Bucchieri, António Pires, Álvaro Correia, João Brites, Mala Voadora, Teatro da Garagem, Miguel Bonneville, Cão Solteiro, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Crista Alfaiate e Estrutura. Colaborou pontualmente com Vasco Araújo, André Guedes, Isabel Carvalho, Lara Torres, Robin Vanbesien, Cláudia Varejão, Leonor Noivo e o compositor João Madureira. Colabora regularmente com o Teatro Praga desde 2005.
Enquanto encenador do Grupo de Teatro da Nova, encenou: quinze mulheres e um homem numa garagem à espera que o vento mude de direcção; com conforme consoante contra; Blame Beckett; Máquina-Édipo. Com Inês Vaz, cocriou Han Shot First, I love Broadway, Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett e As quatro estações.
Apresentou espetáculos em Portugal, Espanha, França, Itália, Roménia, Brasil, Turquia, Macau e Cabo Verde.
Publicou na Sistema Solar, em conjunto com João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, o livro Impasse, com dois textos de sua autoria: “We’ll always have Paris” e “Juramento de bandeira”. Escreveu o texto do espetáculo Doismilevinteedois, da companhia Cão Solteiro. É um dos coautores do livro O diário de Shakespeare.
Atualmente, é um dos diretores artísticos do Teatro Praga.
O Teatro Praga é um coletivo artístico fundado em 1995, sediado na Rua das Gaivotas, em Lisboa, que se assume como um grupo ou federação de artistas que costuma responder à pergunta sobre quem é com uma reformulação da pergunta. Os elementos que constituem o coletivo desempenham diferentes papéis na criação dos espetáculos, valorizando a experimentação, a transformação constante e a irrepetibilidade do ato teatral. A sua prática artística desafia as estruturas tradicionais do teatro, recusando respostas fixas e encorajando a máxima responsabilidade do espectador.
O Teatro Praga colabora regularmente com algumas das mais prestigiadas estruturas culturais em Portugal e tem-se apresentado em festivais e teatros de diversos países europeus (Itália, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Bélgica, Hungria, Eslovénia, Estónia, Dinamarca e Polónia), Israel, China, Brasil e Cabo Verde.
A sua criação artística cruza teatro, dança, música, artes visuais e vídeo, explorando a crítica cultural, o humor e uma permanente reinvenção da ideia de representação, numa trajetória marcada pela liberdade criativa e pela recusa do conformismo artístico.
O Teatro Praga desenvolve atividade para além da criação teatral. Gere a Rua das Gaivotas 6, que se abre a um bairro e a uma cidade e que se pretende que seja um lugar para apresentações, circulação, residências e leituras. Na Rua das Gaivotas 6 acolhem-se espetáculos de artes performativas, artes visuais, conferências, literatura, cinema e workshops.
Para além da programação e curadoria artística, o Teatro Praga mantém também uma chancela editorial, a coleção ed._____, criada em colaboração com a editora Sistema Solar e coordenada por André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes.
Os membros do Teatro Praga participam ativamente na cena artística contemporânea, através de uma vertente pedagógica e formativa, envolvendo-se em ações de formação, ensino, conversas, debates e iniciativas interdisciplinares que cruzam pensamento crítico, criação e experimentação.