Life is The Game é uma experiência imersiva em Realidade Estendida (XR) (com recurso a capacete de realidade mista) que transporta o participante por uma viagem intemporal, através do ritual de passagem entre a morte e o renascimento. Esta deriva explora temas universais de consciência, identidade, memória e transcendência, ao propor a interação com paisagens sonoras e espaços que desafiam a perceção do eu na sua relação com a vida coletiva. Espaços e paisagens constituem um dispositivo de reflexão crítica sobre a realidade comum, ao propor novos modos de fruição temporal e espacial, pertencentes ao imaginário, potenciando, do ponto de vista conceptual, um desafio ao que tomamos como norma nos nossos quotidianos.
Paulo Furtado, conhecido por The Legendary Tigerman, assume a realização e a composição sonora deste projeto. O desenvolvimento tecnológico é de Yolanda Correia (engenheira de software, tem desenvolvido projetos com tecnologias emergentes para entidades como Meta, Google, Samsung e Ydreams; na área da computação espacial e realidade imersiva, destaca-se a sua participação no título Stranger Things VR). O argumento e o conceito criativo são da autoria de Eduardo Brito (realizador, argumentista e fotógrafo. No cinema escreveu e realizou A Sibila e várias curtas-metragens como Penúmbria e Declive).
Biografia de Paulo Furtado
Artista, compositor e multi-instrumentista, Paulo Furtado é conhecido pelo alter ego The Legendary Tigerman, com o qual lançou oito álbuns desde 2001, que lhe granjearam reconhecimento internacional. Em 2019, durante uma residência artística no Le CENTQUATRE-PARIS, criou Zeitgeist, disco em que explora novas linguagens sonoras com recurso a sintetizadores modulares. Desde 2007, compõe bandas sonoras para cinema e televisão —Tebas, Estrada de Palha, O Facinora, The Secret Agent, Ornamento e Crime, Hálito Azul, La Ermita, How To Become Nothing e, em breve, The Odd Enchantment of Madam P, realizado por Sara Driver — tendo sido distinguido com dois Prémios Sophia na categoria de Melhor Música. No teatro, assinou a música original de Última Hora e Eva Perón, de Copi, e foi diretor musical de Trouble, encenada por Gus Van Sant. A sua prática sonora atravessa o orgânico e o sintético, em busca do ‘som perfeito’ para cada narrativa.