Cobrindo os dois lados da rampa de acesso ao estádio, esta obra, integrada no projeto MAAT + Atlético, é um cartão de boas-vindas e um convite à festa. Dois painéis de azulejo emolduram e enquadram os visitantes, mergulhando-os numa composição abstrata. Fortes pinceladas nas cores do Atlético Clube de Portugal cortam dois blocos azuis, como se a diversidade irrompesse entre um céu e um rio. O dinamismo desta Dança na Relva, que o brilho dos azulejos reforça, parece sugerir que no desporto e na arte, como em todas as outras dimensões da vida, as sinergias que impulsionam os coletivos estão para lá de todas as vitórias.
Sobre a obra
Dança na Relva (2026)
Azulejos pintados à mão
Biografia - Bela SIlva
Bela Silva nasceu em Lisboa, Portugal. Vive e trabalha entre Bruxelas, Lisboa e Paris.
Em Portugal, estudou na Escola de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, bem como no Ar.Co; frequentou ainda a Norwich Fine Arts, no Reino Unido, e o Art Institute of Chicago, nos Estados Unidos da América.
As suas obras foram expostas na Ann Nathan Gallery, na Rhona Hoffman Gallery, no Museu Nacional do Azulejo, no Museu Anastácio Gonçalves, no Palácio Nacional da Ajuda, na Fundação Ricardo Espírito Santo, no Museu do Oriente, no Museu Nacional de Arte Antiga e no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Participou em exposições na China, Japão, Brasil, Espanha e França, e realizou vários workshops de cerâmica no Japão e em Marrocos. Participou em residências artísticas em Kohler, Wisconsin, nos Estados Unidos, e na Fábrica Bordalo Pinheiro, em Caldas da Rainha, Portugal. Em 2022, as suas obras foram apresentadas na Villa Tamaris, no âmbito da Saison Croisée França–Portugal. Mais recentemente, em 2023, expôs na Coreia do Sul e no Palácio Cadaval.
Bela Silva realizou diversas obras de arte pública, nas quais integra o seu trabalho em elementos arquitetónicos. Exemplos incluem os painéis de azulejo para a estação de metro de Alvalade, em Lisboa; os painéis para os jardins do Sakai Cultural Center, no Japão; e painéis para a escola João de Deus, nos Açores. Produziu também numerosas obras especialmente concebidas para colecionadores privados na Europa e nos Estados Unidos.
Ao longo dos anos, Bela Silva colaborou em diversos projetos e parcerias com importantes marcas internacionais, como Hermès, Tiffany & Co., Serax, Viúva Lamego, Bordalo Pinheiro, Vista Alegre e Monoprix. Em novembro de 2021, apresentou em Paris uma coleção de porcelana pintada à mão com a marca florentina Ginori 1735.
As viagens de Bela Silva são uma fonte inesgotável de inspiração, permitindo-lhe incorporar história local, cultura e natureza na sua abordagem criativa. A artista valoriza a ligação entre comunidades e identidades, integrando elementos tradicionais nas suas obras, que reinterpreta de forma contemporânea.
Vista parcial de "Dança na Relva" (2026), de Bela Silva. Foto: Joana Linda.
Vista parcial de "Dança na Relva" (2026), de Bela Silva. Foto: Joana Linda.
Vista parcial de "Dança na Relva" (2026), de Bela Silva. Foto: Joana Linda.
Vista parcial de "Dança na Relva" (2026), de Bela Silva. Foto: Joana Linda.