Passar para o conteúdo principal

Projeto Entre Margens

Seis olhares, seis Lisboas que se cruzam e se completam. É nesse território de encontro que nasce este laboratório de criatividade urbana, um projeto de comunicação do MAAT em parceria com a Mensagem de Lisboa jornal local e digital dedicado a contar as histórias da cidade. É um lugar de reflexão onde seis jovens criadores se tornam também contadores de histórias, olhando para o museu, para o rio, para a cidade e para as suas margens, devolvendo-nos a narrativa, que cada um encontrou.
O convite é entrar neste espaço, entre uma margem e a outra, entre quem observa e quem cria – e descobrir que é na partilha e no debate, que novas perspetivas se revelam e a cidade se reinventa. De quantas histórias se faz uma cidade? E um museu?

Remote Video

 

Seis olhares, uma cidade, um museu.

 

 

 

MAx Provenzano

Ressonâncias

Nas imediações do MAAT, MAx Provenzano recolheu um fragmento da cidade e transformou-o num dispositivo de escutar memória. Através da pedra, convida as pessoas que circulam junto ao museu a aproximar-se e a deixar uma mensagem para Lisboa.
As diferentes vozes gravadas constroem um arquivo coletivo e, ao mesmo tempo, um espaço de participação e reflexão sobre presente e futuro.
Nascido em Caracas, na Venezuela, MAx Provenzano (39 anos) é performer e explora o corpo enquanto território migrante. A sua prática cruza memória, identidade e lugar, refletindo sobre a forma como as histórias e as experiências se inscrevem nos lugares que habitamos, particularmente nas cidades.
O arquivo de todas as mensagens está alojado em ^ entre ^ mensagens – infraestruturas de comunicação.


 

 

Obra de MAx Provenzano com pedra suspensa em vitrine, integrada numa instalação sonora.
Obra de MAx Provenzano com pedra suspensa em vitrine, integrada numa instalação sonora.
Foto: Beatriz Vicente

 

Bruna Varela

Do Outro Lado da Margem

A poesia acompanha Bruna Varela desde o momento em que descobriu, através de uma máquina de escrever, uma outra forma de contar histórias. Este objeto, marcado pelo tempo e pelas memórias que guarda, torna-se o ponto de partida para novas narrativas.
Através da escrita, Bruna evoca temas ligados à identidade e às estruturas sociais. Essa reflexão surge também num espelho, colocado à beira-rio, que aproxima as duas margens, habitualmente observadas à distância.
A leitura do poema, em diálogo com o reflexo, convida a pensar sobre as diferentes margens físicas e simbólicas que habitam a cidade.
A ligação entre histórias, pessoas e territórios atravessa o percurso de Bruna, que desenvolve projetos entre arte, jornalismo narrativo e investigação social.

 

 

 

Obra de Bruna Varela com máquina de escrever, papel e luz de leitura.
Obra de Bruna Varela com máquina de escrever, papel e luz de leitura.
Foto: Beatriz Vicente

 

dualgo

Compor a Mesa

Partindo da ideia de que os cafés são lugares de encontro onde a cidade se forma, dualgo sentou-se à mesa com as pessoas com quem se foi cruzando para conversar sobre Lisboa.
Em toalhas de papel, registou fragmentos das conversas, colocando palavras e rabiscos lado a lado com as manchas de gordura, preservando assim as vivências de cada encontro.
Este é um trabalho de dualgo (27 anos), artista visual e ávido rabiscador com formação em jornalismo e que reúne nesta obra o apreço pelo quotidiano e o que por trás dele se esconde.
'Compor a mesa' é o resultado sempre incompleto destes encontros na cidade e das pessoas que nela habitam.

 

Obra de dualgo com desenhos e textos em peças modulares inspiradas em puzzle.
Obra de dualgo com desenhos e textos em peças modulares inspiradas em puzzle.
Foto: Beatriz Vicente

 

Vileiro

A Cidade dos Serviços

Que serviços tem a cidade? Quem os faz? Para que serve uma cidade? E como se organiza?
Chegado a Portugal há 3 anos, vindo de São Paulo, Brasil, Vileiro (29 anos) é arquiteto e, nesta exposição, usa a sua formação para responder a estas perguntas. Para ele, a cidade é um lugar de possibilidades, onde crescer significa ultrapassar fronteiras físicas, sociais e imaginárias.
Daí o mapa, representação do território para explorar, de forma simbólica, as margens e limites.
No vídeo, Vileiro propõe-se escutar a cidade em funcionamento, entre os ruídos e as vozes que lhe dão vida. É inspirado no seu álbum, Serviços, que reflete sobre o trabalho invisível que sustenta o quotidiano urbano - sim, Vileiro é também rapper.

 


 

 

Obra de Vileiro na exposição Entre Margens, com mapa-mundo e texto vermelho sobreposto.
Obra de Vileiro na exposição Entre Margens, com mapa-mundo e texto vermelho sobreposto.
Photo: Beatriz Vicente

 

Nuno Trigueiros

Ornamentações de um Território

Inspirado nas vivências da Linha de Sintra, na "Margem Norte“, Nuno Trigueiros, explora questões de identidade, pertença e resistência através de diferentes meios e linguagens visuais.
É assim no coletivo artístico Unidigrazz, de que foi fundador, onde promove o trabalho de artistas emergentes de Sintra.
Com o seu pano, Nuno representa códigos de sobrevivência. Através de símbolos, figuras e elementos da natureza, construiu uma narrativa visual que reúne referências a diferentes territórios e modos de vida.
Cada desenho regista a relação entre a cidade e as comunidades que a habitam, preservando memórias que passam de geração em geração.

 


 

 

Obra têxtil de Nuno Trigueiros com ilustrações inspiradas na paisagem urbana e natural.
Obra têxtil de Nuno Trigueiros com ilustrações inspiradas na paisagem urbana e natural.
Foto: Beatriz Vicente

 

Ivone Fernandes-Jesus

Invisível-Perceptível

Quantos "invisíveis" são necessários para tornar uma obra visível ao público num museu?
A partir da própria experiência a viver na "outra margem", em Cacilhas, a olhar para o MAAT, Ivone Jesus quis representar as pessoas que diariamente percorrem diferentes trajetos para vir trabalhar para o museu.
Ivone é criadora e intérprete. Apoiando-se nas ferramentas do jornalismo, desenvolveu um processo de investigação e conheceu histórias reais de quem, no seu quotidiano, também faz o MAAT existir. O resultado é uma vídeo-performance que documenta esses encontros.
Ivone é também presidente da Associação
Mergulho Urbano, onde a arte se cruza com a sustentabilidade e o envolvimento comunitário.

 


 

 

Obra de Ivone Jesus, mostrando uma televisão e um quadro com fotografias de pessoas
Obra de Ivone Jesus, mostrando uma televisão e um quadro com fotografias de pessoas
Foto: Beatriz Vicente

Programação

Data: 05/10
Local: Praça do Carvão + Laboratório Entre Margens 

 

16:00 - [correspondências] — por MAx Provenzano

  • Duas máquinas de escrever, ligadas por um rolo contínuo de papel, estabelecem um circuito de comunicação. A ação convida o público a escrever, responder e fazer circular mensagens, transformando a escrita num exercício coletivo de diálogo e partilha.

16:00 - Compondo a Mesa — por dualgo

  •  Os visitantes são convidados a sentarem-se à mesa, a conversar e a registar mensagens sobre o MAAT e a cidade numa toalha de mesa de papel. A iniciativa transforma um momento de convívio num espaço de participação e construção de memória coletiva.

16:00 - Máquina do Tempo — por Bruna Varela

  • A poeta transcreve o poema Espelho numa máquina de escrever, estabelecendo uma ligação entre o espelho e o poema, instalados no exterior do contentor.

16:30 - Visita Explicativa — por Nuno Trigueiros

  •  O criador conduz uma visita à sua obra, partilhando as referências, os conceitos e o processo criativo que estiveram na sua origem.

16:30 - Visita Explicativa — por Ivone Fernandes-Jesus

  •  A criadora conduz uma visita ao seu projeto audiovisual, apresentando o contexto, as inspirações e o processo de desenvolvimento do trabalho realizado.

17:00 - MAAT em Serviços (atuação com DJ set) — por Vileiro

  •  Vileiro apresenta MAAT em Serviços, um projeto que cruza arquitetura e fonografia, demonstrando a  a autenticidade e relevância dos serviços diários do quotidiano. 

Onde nos encontrar

Praça do Carvão

 

Morada

Av. Brasília, 1300-598 Lisboa

Lisboa

Ver direções

 

 

Horário

Entrada livre

De quarta-feira a segunda-feira, das 10.00 às 19.00.

 

 

 

Indicates required field
Selecione as newsletters que pretende subscrever
Escolha o seu idioma
Declaro que tomei conhecimento da política de privacidade e concordo que os meus dados pessoais sejam recolhidos pela Fundação EDP e tratados para cada uma das finalidades que assinalei.
This question is for testing whether or not you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.